Barcelona, 2017

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Passeig de Gràcia

 

Passeig de Gràcia, um dos eixos principais para deambular pela frenética Barcelona. Espaços concebidos para o uso da rua e  vivência social, com espaços de estar, de descanso e de sombra para simplesmente andar e perder-se. Neste mesmo percurso distante, a imensa variedade de referências é indiscutível.  Sejam elas, a Casa Milá, um dos ícones de Barcelona, surpreendente nos tempos atuais, surpreendente à época. O sistema construtivo da mansarda, de conceção genial inspirado nas leis da natureza, com influência determinante na construção da Basílica da Sagrada Família. A azáfama e ruído de La Boqueria, o concorrido mercado de Barcelona inspira-nos a degustar e ficar. E, o Palau Güell, embora mais deslocado, a exuberância estonteante de Gaudi nele traduzida num registo formal. Diversos ritmos de cheios e vazios, jogos de sombra e luz, impossíveis de traduzir em imagens. As ramificações desta avenida exibem animação constante nas mesmas ruas e praças de Barcelona, mostras de Arte estimulantes e orquestras que tocam em frente do imponente cenário que é a Catedral de Barcelona no Bairro Gótico.

Perpendicular ao Passeig de Gràcia, a Avinguda Diagonal, numa simpática caminhada que nos leva à obra de uma vida, genial na sua conceção e construção, que marca esta cidade e somente aqui se poderia conceber e realizar. A Sagrada Família, cuja comprometida complexidade será teoricamente finalizada em 2026. Assim como outra das obras de Gaudi a não ser terminada, o Park Güell, inicialmente concebida para uma urbanização, foi posteriormente devolvida à cidade e aos cidadãos, um espaço onde se avista a cidade rodeando a Sagrada Família.

Em Montjuïc, uma interessante orgânica das muralhas de defesa do castelo, construída num misto de alvenaria de tijolo e pedra, com vistas fantásticas sobre o Mediterrâneo. "Educar para la paz" é uma instalação presente neste facto histórico de batalhas.

 

Pavilhão de Barcelona de Mies Van Der Rohe, porque sustentas palavras dizem muito. Menos é mais. A premissa conceptual de Mies, grande mestre da história da arquitectura, símbolo de uma simplicidade e elegância inigualável. Este é um dos exemplos de excelência inseridos na moderna simplicidade, após visita a Montjuïc para reforçar essa amostra evolutiva.

Montserrat, o destino mais longínquo e inacessível realizado nesta viagem, cujo esforço da subida, num pequeno objeto suspenso num fio de côco é recompensada pela presença da natureza e da sua espiritualidade capitalizada. Paisagem deslumbrante num local já demasiado humanizado.

 

Fotografia: Ivan Hunga Garcia