equipamento público

ESTRUTURA RESIDENCIAL IDOSOS | RESIDENTIAL ELDERLY

Abrantes 2012 | 2016

 

O edifício proposto divide-se em dois blocos, um em subcave integrado no desnível proporcionado pela topografia do terreno, dissimulado e integrado no solo. O bloco correspondente à área de alojamento assenta sobre a base em pedra, orientado sobre as vistas a sul, sobre o rio tejo e a planície.

 
 

O embasamento do edifício abriga todas as áreas funcionais, necessárias ao seu funcionamento, pretendendo-se a sua dissimulação na paisagem, encastrado no talude existente, potenciando uma plataforma verde ao nível do piso 0, de acesso aos utentes, valorizando a envolvente ao edifício.

As áreas de alojamento existentes e distribuídas por dois pisos, integram-se num objecto austero, que se abre a sul através de vidraças incorporadas em varandas interiores, sendo que a norte se desenha um plano neutro, simples e ritmado, de modo a não entrar em conflito com o edificado e espaço verde envolvente.

A sul propõe-se igualmente uma métrica homogénea, integrada em todo o conjunto edificado, existente na plataforma superior, caracterizada pelas linhas simples e modestas da arquitectura tradicional.

 
 

A implantação do edificio propõe-se afastada do muro de suporte existente, situado a norte, integrando a frente urbana agora proposta, que valorizará e dignificará esta zona da cidade em estado de abandono.

 
 

O usufruto das vistas não ficará comprometido a partir de todo e qualquer local nobre da cidade, nomeadamente do castelo, mantendo a cota do terraço existente e pertencente ao conjunto edificado, sendo proposto igualmente um miradouro na cobertura do novo edifício para usufruto de utentes e visitantes.

 

Estrutura Residencial Idosos

2005 | 2015

 

A estrutura residencial para apoio a idosos construída, complementa as várias valências existentes no Centro Social do Pego, no concelho de Abrantes, há muito desejada pela população local, com carência em respostas eficazes de apoio à terceira idade.

Procurando uma intervenção contemporânea, a inserção do edifício no local foi uma das problemáticas na elaboração do projecto, com um terreno definido pelos limites dos planos urbanísticos em vigor, zonas verdes de proteção e um declive acentuado do local destinado à implantação da construção.

Para colmatar as restrições desenhou-se o edifício ao longo do talude, definindo hierarquias de espaços de acordo com a importância da zona em uso, colocando em primeiro plano a zona de alojamento, definidos por volumes reticulados e ritmados, e projetando zonas neutras, destinadas a zonas de serviços e de apoio ao funcionamento da instituição.

Com capacidade para cerca de 60 utentes, o edifício afigurava-se de grande impacto na paisagem, por força da dimensão e volumetria resultantes. Procurou-se hierarquizar os diversos volumes propostos, considerando as zonas de serviço no volume longitudinal, encimado por um volume paralelepípedo a rematar a extrema oposta desse mesmo volume. 

A zona residencial do edifício procura a escala do indivíduo, combinando espaços verdes exteriores, com espaços de estar privados, provocando reticulas e ritmos ortogonais, cheios e vazios por forma a quebrar a imensa massa construída.

Ao nível do primeiro patamar situam-se a zonas de convívio, com espaços exteriores de estar, com vistas sobre a vegetação envolvente e o infantário, podendo-se usufruir da atividade decorrente do equipamento, do movimento e cor próprios das crianças.

 

No piso correspondente à cota de entrada teremos os serviços administrativos e uma primeira ala de alojamento, com vistas diretas sobre os espaços verdes envolventes, usufruindo de varandas exteriores privativas, permitindo o usufruto de espaços de estar acolhedores.

O alojamento complementa-se num segundo piso, desfrutando de vários terraços com vistas deslumbrantes sobre a paisagem.